Foi aberta ao público na noite do último dia 08/07, no Mercado Cultural de Morro do Chapéu-BA, a exposição “Memórias de Morro do Chapéu” que acontece nos dias 8 e 9 de julho. Em seu primeiro dia a exposição recebeu muitos visitantes, além de conhecerem um pouco da história de Morro do Chapéu, apreciaram objetos seculares usados por Coronéis que aqui viveram. Muitos visitadores passaram pelas galerias dos artesãos, que através de suas artes contam também um pouco da nossa história. Dentre as mais peculiares artes expostas nos ateliers desses artesãos morrenses, a exemplo de Góia, Gringo e Severino, entre outros, destacamos uma arte que retrata a figura de Sebastião, mais conhecido como “Nêgo Fiinho” e sua saudosa mãe, conhecida como “Madalena Preta”, assim como o quadro do Ventura pintado por Geovani, filho do artesão “Seu Severino”. Durante a exposição os visitantes também puderam curtir uma boa música executada por Neide Vital com participação de Cleová Barreto e Dau Queiroz.
Daniela Rocha Coordenadora Ponto de Cultura, Professor Carlos Etchevarne, Pesquisdor Alvandir Bezerra e Milton Pinto Secretário e Cultura.
A exposição retrata parte da história do município, entre fotografias, objetos, documentos antigos, painéis de pinturas rupestres e mapas com roteiros de visitação para turistas. A mostra é iniciativa do Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac), autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), que realiza, desde 2008, pesquisas e mapeamento do acervo arqueológico-cultural da região para criar circuitos arqueológicos turísticos.
A expectativa é que a implantação dos Circuitos, em parceria com prefeituras da Chapada, as secretarias estaduais do Turismo (Setur), da Educação (SEC), do Meio Ambiente (Sema) e de Desenvolvimento Urbano (Sedur), possibilite mais vetores de desenvolvimento sustentável para os municípios da região.
Chapada: Localizada no centro do estado da Bahia, a Chapada Diamantina é famosa internacionalmente por suas imponentes serras formadas a partir de 1,7 bilhão de anos, totalizando aproximadamente 38 mil quilômetros quadrados, com imensa riqueza natural e patrimônios arqueológicos, principalmente pinturas rupestres, cavernas e vestígios fósseis pré-históricos animais e vegetais.
“Parte de uma proposta mais ampla de fortalecimento das identidades locais, esta exposição representa o coroamento de uma parceria entre o Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e IPAC, a Universidade Federal da Bahia. Seis municípios integram o Circuito Arqueológico da Chapada Diamantina – Morro do Chapéu, Palmeiras, Wagner, Iraquara, Seabra e Lençóis.
No sentido da construção de uma proposta de desenvolvimento sustentável, com base no patrimônio cultura arqueológico dos municípios, em 2010 foi feita a identificação e o mapeamento dos sítios de pintura rupestre, a formação de agentes patrimoniais, a mobilização e sensibilização das comunidades. Evolvendo diretamente duzentos e setenta pessoas, foram realizadas oficinas de Conservação Curativa de Objetos e Papéis e de Fotografia, com o objetivo de facilitar a aquisição de conhecimentos e a construção de um novo olhar sobre sua própria realidade, de modo a fortalecer o sentimento pertença, indispensável à identificação do individuo com sua comunidade.
Além dos resultados desta pesquisa arqueológica, nela apresenta a memória de cada município, contada e atualizada através de objetos, fotos e documentos. Mesclando passado e presente, revela o olhar da comunidade sobre si mesma e se propõe um recorte de memórias individuais estampadas sobre o pano de fundo da história local.
Objetos que contam histórias da vida, falam de lembranças, acontecimentos, pessoas, não importando se essas histórias fizeram ou fazem parte da memória oficial. O que conta é como cada um se vê, como cada um vê seu lugar, como é visto e como cada qual se conta.
Assim, definimos esta exposição como um outro olhar. Um olhar de quem descobriu a beleza por trás das coisas do dia a dia”.
Créditos: chapadaonline.com

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